Entrevista à revista FOCKO nº2 (ano 1)

Transcrição de uma entevista dada à Revista FOCKO e que foi publicada no nº 2 (ano 1)


Iniciamos nossa entrevista com esta frase:

Para mim é um motivo de orgulho e alegria partilhar os meus trabalhos com pessoas que tem paixão e amor pela Arte. (Laryssa Kalinichencho, 2019)

Larysa Kalinichenko, por suas próprias palavras diz ser “simplesmente uma mulher emigrante, como muitas outras, que está a aprender todos os dias a viver e ajudar a transformar este mundo em algo encantador”!

Nascida e criada na cidade de Krivoy Rog na Ucrânia, que é uma cidade do oblast de Dnipropetrovsk, no sudeste da Ucrânia, im­portante centro industrial e centro administrativo do raion de Krivói Rog. Tem cerca de 632 mil habi­tantes. Foi fundada pelos cossacos, no século XVII. Durante o do­mínio russo, foi chamada Krivoy Rog, conta-nos a pintora Larysa Kalinichenko. Sua formação base foi pedagogia e educação infan­til. Trabalhou alguns anos como educadora de infância. Escolheu Portugal para viver, simplesmente à “procura da felicidade”! “Emigrei para Portugal a cerca de 17 anos para melhorar a qualidade da mi­nha vida e conhecer melhor o país. Se calhar porque Portugal tem um clima melhor, tem mais segurança, tem boa comida, hospitalidade, estabilidade política e a facilidade de adaptação à cultura”.

Apesar de no princípio da sua chegada ter como principal objectivo ter estabilidade e qualidade de vida, não era ligada à Arte, mas sempre gostou de desenhar.

Desde miúda sempre adorava desenhar. Onde estivesse pegava lápis, papel e desenhava. A cer­ca de 3 anos recebi uma prenda do meu marido no Aniversário, foram cavalete e as tintas… e assim foi. A partir daí aventurei-me a expor os meus pensamentos através das tintas. Sou uma Artista autodidacta”.

Quando a abordamos a cerca da arte que a inspira, Larysa parecia adentrar em outro tempo e espaço, conta com alegria e paixão sobre a sua arte.

Gosto de pintar um pouco de tudo. A Arte mudou-me, e conti­nua a mudar-me constantemente. Gosto bastante disto! Procuro a li­berdade pintar o que sinto. Utilizo muitas cores nos meus trabalhos, cores vivas e quentes que repre­sentam o amor, paixão e alegria para aquecer um pouco de alma. Pinto bastante simbologia que representa figuras reconhecíveis e adopto muitas vezes uma complexa estrutura narrativa e um desenho denso que transmite o meu ima­ginário pessoal. Minhas pinturas foram consideradas como a nova figuração simbólica.

Nos últimas anos saiu de dentro do seu atelier para iniciar suas exposições, onde tem recebido feedback por parte dos apreciado­res da tua arte e mostra-nos com orgulho o seu historial. A minha primeira exposição “Cores da vida” foi em 2017, tive uma expe­riência incrível A partir daí fui convidada a participar em várias exposições.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

  • 2019- Exposição “O Encanto da Mulher” – Casa de Angola, Lisboa,
  • 2017- Exposição “Cores da Vida”, Viveiros das Naus – Jar­dim Botânico da Ajuda, Lisboa, Portugal.

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS

  • 2019- Exposição colectiva “12 Horas – 12 Obras” Telheiras, Lisboa. Portugal
  • 2019- Exposição colectiva “Emoções a Flor da Pele” na Clinica Rainha Santa Isabel, Cruz Vermelha Portuguesa em Estremoz.
  • 2018- Exposição colectiva “Perspectivas Interpretativas” na Ordem Dos Advogados de Lis­boa.
  • 2018- Exposição concurso XI Bienal Salão das Artes Vidigueira.
  • 2018- Exposição colectiva “Ver­texes” no Centro de Exposições de Odivelas.
  • 2018- “VII Feira de Arte de Pequeno Formato da Amado­ra”, Galeria Municipal Artur Bual / Casa Aprígio Gomes (espaço ex­terior), Amadora, Portugal.
  • 2018- Exposição colectiva “A Arte da Luz”. Galeria Sala Branca. Lisboa. Portugal

Larysa relatou o quão impor­tante foi sua vinda para Portu­gal, como a língua portuguesa a ajudou a integrar na comunidade, isso a influenciou a forma de ver o mundo de outra perspectiva e menciona incentivos e conselhos aos mais jovens que pretende dar os primeiros passos no campo da Arte. Pintar o que tem na alma e olhar para as tintas como se fos­sem vivas!

Para o futuro espera-se novos trabalhos, para poder partilhar com quem gosta e aprecia a arte. Uma das lições mais importante que aprendeu nestes últimos anos em Portugal foi: Nunca baixar a cabeça e os braços nos momentos difíceis e sempre andar em frente! Lutar por tudo o que tenho di­reito, ser feliz! E agradecer a cada dia que a vida me permite! Estou mesmo grata por tudo o que tenho no momento.

Finalizamos com uma frase de Larysa Kalinichenko, que serve de inspiração para todas as mulheres:

Amo muito a vida! Ainda tenho muito para aprender e descobrir neste mundo, para um dia poder dar e ajudar a quem mais precisa


As páginas da Revista Focko. A revista pode ser lida na totalidade AQUI

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